Trechos do artigo de Andrés Oppenheimer ("vínculo entre os líderes populistas e a corrupção"), (La Nacion-24).
1. Um novo ranking dos países percebidos como os mais corruptos do mundo confirma o que muitos suspeitavam: os líderes populistas que chegam ao poder com a promessa de erradicar a corrupção, em geral terminam liderando governos ainda mais apodrecidos que os anteriores. Em nível mundial, os que são considerados os mais corruptos são Somália e Afeganistão. Na América Latina os campeões regionais da corrupção são Venezuela, Paraguai, Equador, Nicarágua, Honduras, Bolívia e Argentina, segundo o estudo da Transparência Internacional.
2. Os líderes destes países basearam suas campanhas presidenciais na promessa de acabar com a corrupção. Na Venezuela, Hugo Chávez venceu em 1998 com a promessa de terminar com a classe política corrupta, mas a corrupção só piorou desde que ele assumiu. Quando Transparência começou a fazer seu Ranking da Corrupção em 2001, Venezuela se encontrava no percentil 25 das nações mais corruptas do mundo. Em 2009, Venezuela está no percentil 10, muito mais próxima do Afeganistão e Somália.
3. "Assim é", disse Salas (Transparência): "Há uma relação direta entre populismo e debilidade institucional. E a debilidade institucional conduz a corrupção”. Salas divide os países latino-americanos em três grupos. "No terceiro bloco, dos que estão na parte inferior da tabela, são os países que nos últimos anos sofreram uma espécie de "captura do Estado" "por parte de líderes carismáticos", afirmou. Agregou que em países como Equador, Venezuela, Nicarágua e Honduras, isso significou que a quase sempre "as decisões políticas não passam por nenhum mecanismo de controle: não se audita, não se fiscaliza, não se vigia".
4. Não me surpreende que Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua, estejam entre os países mais corruptos do mundo. São nações cujos governantes se apropriaram das instituições do Estado, e que agora estão tratando de calar a imprensa. Quanto mais consigam controlar todos os mecanismos de controle, tanto maior será a corrupção em seus países.
As francesas Alstom e SCNF garantem: o trem de alta velocidade (TAV) que o Brasil está planejando só ficará pronto - mesmo com muita correria - para as Olimpíadas de 2016. Para a Copa do Mundo, em 2014, nem pensar. "Temos todo interesse e capacidade tecnológica para tocar esse projeto", garante Phillipe Mellier, presidente da Alstom Transporte, em seu escritório austero na sede, também austera, da companhia, em Paris. "Mas o trem de alta velocidade que vai unir São Paulo, Rio e Campinas vai depender, em um primeiro estágio, de desapropriações e obras públicas. Mesmo que elas comecem logo, não há tempo para entregar até 2014."
"Há muitas variáveis a definir para poder falar do custo total", garante Lupo. Também para Mellier é prematuro fazer previsões: "Já vimos várias estimativas de bilhões de euros, mas ainda não é possível fazer uma previsão correta".
Apesar das indefinições, a Alstom continua a manter conversações com empreiteiras brasileiras para definir como será composto o consórcio que vai disputar o trem de alta velocidade brasileiro. Ele lembra que em relação a equipamentos a companhia não prevê dificuldades, já que tem duas fábricas no Brasil: "Estamos prontos para entrar nessa disputa", assegura.
" Financiamento também não será problema porque já fizemos contatos com os bancos. Também temos experiência em transferência de tecnologia, como aconteceu na Coreia. Agora, só falta o governo brasileiro publicar o edital", afirmou ele.
No último dia 3 a Câmara de Vereadores do Rio aprovou projeto de lei que muda as regras urbanísticas dos bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena, Camorim, e de parte dos bairros de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, região extensa equivalente a pelo menos 5 vezes o território de Copacabana, Ipanema e Leblon, ou cerca de 10 vezes a área do projeto denominado Porto Maravilha. A área está contida na Baixada de Jacarepaguá, Zona Especial 5 objeto do Plano Piloto do arquiteto e urbanista Lúcio Costa ao final da década de 1960 (Figura 1 – croqui Plano Piloto).
O curtíssimo prazo de 12 dias em que o Projeto de Lei Complementar (PLC) foi apresentado – oficialmente pelas Comissões e não pelo Poder Executivo, votado com 38 votos a favor, 7 votos contrários, 4 abstenções e 2 ausências, e aprovado em Segunda Discussão, gerou uma série de questionamentos e polêmicas que encontraram eco na imprensa escrita e on-line, em destaque o Editorial do jornal carioca O Globo, no dia 07 do corrente com o título Sob Suspeita, e as manifestações contrárias de arquitetos, urbanistas, ambientalistas e alguns parlamentares.
A lei proposta é extensa e complexa: o Projeto de Estruturação Urbana em questão, apelidado PEU Vargens, discorre sobre as condições de ocupação da área em 113 artigos, vários anexos, e mapas que pretendem definir novos rumos para a ocupação da região de modo a incentivar a construção, promover a ocupação formal, e, indiretamente legalizar e estancar o crescimento de construções irregulares e invasões, prática recorrente na região.
Entre outras novidades, o novo texto prevê a aplicação da outorga onerosa do direito de construir, mediante contrapartida, em dinheiro, em troca do aumento de índices urbanísticos, a saber: aumento de gabaritos de altura, número de pavimentos, Índice de Aproveitamento da Área (IAT), taxas de ocupação e coeficientes de adensamento - e até mesmo a redução do tamanho dos lotes - que levam necessariamente à redução de áreas livres e taxas de permeabilidade, para citar apenas algumas das inúmeras mudanças físicas que resultarão das novas regras (figura 2 – tabela comparativa). O formato do PLC ainda aumenta o percentual de áreas a serem obrigatoriamente doadas ao município quando da aprovação de loteamentos e da construção de maior número de unidades residenciais e, paradoxalmente e a um só tempo, permite que essa doação de terras, para praças e escolas, por exemplo, possa ser dispensada em alguns casos, desde que o valor correspondente às mesmas seja pago à municipalidade, também em dinheiro.
É provável que mesmo os profissionais familiarizados com a intrincada legislação urbanística do Rio de Janeiro tenham dificuldades para compreender a aplicação da nova lei e suas as complicadas equações, embora seja notório que o texto contempla o grande adensamento dos bairros e altera o potencial construtivo para mais, em região sabidamente carente de infra-estrutura urbana.
Fica evidente que se trata de um instrumento de arrecadação criado no corpo de uma lei dita do Planejamento Urbano. Ou vice-versa. Entretanto, a compra de gabaritos e áreas de construção a mais que a lei oferta, mediante pagamento em dinheiro, não é garantida, tampouco a aplicação desses recursos – se vierem – na própria região. Por isso as mudanças nos bairros atingidos dependerão não apenas do poder público, mas, naturalmente, do desejo e da capacidade do mercado imobiliário que, ao eleger o lugar onde pretende atuar torna concretos os volumes definidos pelas normas e pode influenciar não apenas o aspecto físico dos bairros ou a demanda por transporte e serviços, mas até mesmo a mudança do perfil social dos moradores locais.
Neste aspecto restaria ainda analisar se a aplicação da outorga onerosa é adequada ao lugar, não apenas do ponto de vista técnico e da receptividade, mas quanto à conceituação estabelecida no Estatuto das Cidades, segundo a qual os índices construtivos máximos estabelecidos para venda devem considerar a proporcionalidadeentre a infra-estrutura existente e o aumento de densidade esperado em cada área, sendo esta desprovida, conforme já referido.
Muito grave e procedente é a queixa generalizada que recai sobre a ausência de transparência do processo, desenvolvido sem divulgação e sem a prévia discussão com os diversos segmentos da sociedade organizada, conforme determinam a Lei Orgânica do Município e o Plano Diretor da cidade, não obstante seja a condução do Planejamento Urbano realizada pelos representantes desta mesma sociedade e da população como um todo. Contudo, com a aprovação na Câmara Municipal do PEU das “Vargens”, bem mais do que índices urbanísticos atrativos para os grandes empreendedores do setor imobiliário e o adensamento da região, o que está em jogo é o futuro da cidade.
Adiada decisão sobre cobrança de ICMS em importação
O julgamento sobre a constitucionalidade da incidência de ICMS sobre importação sem fins comerciais foi suspenso, nesta quarta-feira (25/11), por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O relator, ministro Joaquim Barbosa, reconheceu a constitucionalidade da cobrança.
Barbosa afirmou que antes da Emenda Constitucional 33/01, a Corte entendia que era inconstitucional a incidência do tributo na importação de bens por não comerciantes. Esse entendimento foi consolidado na Súmula 660. Mas a EC 33, disse o ministro, deu nova redação ao artigo 155, parágrafo 2º, inciso 9 da Constituição, dizendo que incide o ICMS sobre entrada de bem ou mercadoria importada, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. Com isso, foram superados os obstáculos à cobrança do tributo, concluiu.
Aneel convoca reunião com diretoria da Light para explicar blecautes no Rio de Janeiro
E então... nada? É inconcebível que uma cidade como o Rio de Janeiro tenha um nível de desligamento como o que vem ocorrendo.
A Agência Nacional de Energia Elétrica chamou a diretoria da Light para uma reunião na tarde desta quarta-feira, 25 de novembro, para que fossem explicadas as causas dos diversos desligamentos que vem ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, a agência já havia feito uma fiscalização específica na concessionária, mas os desligamentos continuam acontecendo.
A Laticínios Bom Gosto continua seguindo a estratégia de se expandir por meio de aquisições. A empresa anunciou ontem a compra, por R$ 64 milhões, da Laticínios Cedrense, de São José do Cedro (SC), dona de quatro unidades industriais, localizadas em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. No início deste ano, a Bom Gosto assumiu as operações da unidade industrial da Parmalat em Garanhuns (PE) e, recentemente, adquiriu a fábrica da Nestlé em Barra Mansa (RJ). "Com a aquisição, nosso mix de produtos será ampliado", disse o diretor-presidente da companhia, Wilson Zanatta (foto). A entrada da Cedrense no portfólio elevará a produção da Bom Gosto a 4 milhões de litros por dia, totalizando 1,2 bilhão de litros por ano. A empresa congrega agora 24 unidades industriais, em oito estados. No próximo ano, seu faturamento deverá alcançar cerca de R$ 2,3 bilhões.
Três pratos. De diferentes cores, de azulejo e barro.
O vendedor me considerou excêntrico pela modéstia do apelo. Procurou enfiar orquídeas olheira abaixo, recusei os arranjos coloridos. Como uma abelha que não larga a lâmpada pela obsessão do sol. Logo me dispensou para o caixa, viu de cara que não tinha potencial aquisitivo. Ele apressou a interrogação do "só isso" e logo fechou a encomenda.
Estamos tão consumistas que nos desculpamos por comprar pouco (ou nada). Imagina o atendente perder tempo com a gente? Gentileza hoje é comissão. Idêntica culpa diante do motorista de táxi com a corrida curta. Quase suplicamos por favor, se ele pode nos levar. Não há mais pob reza genuína no mundo, unicamente pobreza disfarçada. O cartão de crédito fantasiou a miséria.
Não receio pedir pouco. O pouco é que me basta. O pouquíssimo transborda.
Eu me sinto essencial lembrando o desnecessário. Ouvindo o suspiro dentro do vento.
Ninguém dá valor ao pratinho das plantas que racha na mudança de lugar e não é reparado, muito menos reposto. Eu não vivo sem eles. É como faltar talheres para um membro da família.
É o pratinho de vaso que me mantém acordado. Deslumbrado pela sua fugacidade. Porque amanhã terei que me lembrar novamente. E depois da amanhã. E sempre.
O amor é o que não lembramos para continuar lembrando. Como pedir ao filho escovar os dentes ou insistir que faça os temas. Todo dia será exaustivamente igual: é uma atenção renovada, não exclusiva. Uma dedicação nula. Uma devoção secreta que não traz fama e reconhecimento. Coisas simples que não podem s er contadas ou glorificadas durante a semana. Que são apagadas no mesmo momento do ato. Não irei ao bar proclamar aos colegas de que dobrei as calças antes de sair e organizei as camisas pela antiguidade.
É o que me põe apaixonado numa mulher: o pratinho do vaso. O que é sem graça, o que somente protege, mas que é confidente das raízes. O quanto ela é capaz de estar ao seu lado sem que necessite imortalidade. O quanto me torno observador das inutilidades. Falei inutilidades, pois é, não errei a digitação, quem ama conserva as inutilidades. Os interesseiros e ambiciosos guardarão as informações essenciais como nascimento e medidas. Veja se um homem a quer quando se interessa porque aquilo que não gera interesse. O fútil é o fundamental. No momento em que o desejo não descobre o que é importante e preserva tudo.
O pratinho do vaso do relacionamento está em saber o xampu que ela usa, o restaurante preferido, o doce da infância, su a mania de comer aipim com mel, o azeite (não é qualquer um), as perguntas que detesta ouvir, como ela gosta de amassar o travesseiro, de que modo escolhe as roupas: se nua ou já com a lingerie, quais os insetos que tem medo, o que não pode deixar de assistir na tevê, o drinque preferido, os amigos da choradeira, os amigos do riso, o que toma no café da manhã, qual a fruteira de sua confiança.
O pratinho do vaso é o que fica da tempestade. Não tinha como explicar ao vendedor. Ele é que conhece as flores.
Secretário do MEC adianta que o modelo de instituição não será autorizado pelo governo até o fim da gestão Lula. Anúncio, feito em fórum mundial de educação, atinge principalmente os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro
No ano passado, todos os Cefets do Brasil foram convidados a mudar de projeto pedagógico e se transformarem em Ifets, mas o Cefet de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro não aderiram à proposta do MEC, sob o argumento de que preferiam se tornar universidades.
Em tempo de primazia do amor e da tolerância, o artigo de Leonardo Boff é uma aula espetacular.
"um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas".
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O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.
A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.
Como nos adaptarmos às exigências da sociedade do conhecimento, rumo ao novo mundo?
Peter Drucker gostava de levar uma vida simples. Não tinha secretária particular, fazia suas próprias cartas, não tinha hábitos extravagantes... Em seus 95 anos de vida, atuou em sete profissões diferentes: economista, analista financeiro, jornalista, conferencista, consultor, autor e professor. Detestava a tarja de “guru”, que para ele era associada ao charlatanismo.
No entanto, 11 de cada 10 estudiosos, acadêmicos e empresários o conhecem como o “pai da gestão moderna”. Tão moderna que ele inventou a Gestão como disciplina – acima de tudo, tornou a Gestão uma disciplina séria e respeitada, e acessível a milhões de pessoas – e definiu as funções do gestor atual, além de criar conceitos como as (re)privatizações, a gestão por objetivos, a descentralização nas empresas e outros.
O grande legado de Drucker está, porém, na sua capacidade de interpretar o presente, antever movimentações e vislumbrar as implicações futuras, que produziriam mudanças na sociedade, na economia e no mundo empresarial. Entre essas “premonições”, foi o primeiro a defender que os trabalhadores são os donos do ativo mais importante da sociedade moderna, ou sociedade pós-capitalista – o conhecimento.
"Essa nova sociedade será baseada no conhecimento de trabalhadores altamente qualificados. O saber será o recurso fundamental e diferenciador. Esses trabalhadores qualificados não constituirão a maioria na sociedade do conhecimento, mas serão o maior grupo da população ativa. E, mesmo que sejam ultrapassados em número por outros grupos sociais, serão aqueles que darão o corpo e a liderança a esta sociedade emergente"
" Um grande número de trabalhadores do conhecimento têm de executar tanto trabalho intelectual como manual. São o que ele chama de "tecnólogos". Provavelmente serão o maior segmento dentro do grupo dos trabalhadores do conhecimento. Serão, também, o segmento que crescerá de forma mais rápida, sucessores dos "trabalhadores qualificados" dos séculos XIX e XX. Porém, passarão a ser mais “parceiros” do que “empregados”, e terão valor e reconhecimento social. Para isso, terão que buscar maior produtividade"
"Os trabalhadores do conhecimento tendem a durar mais do que a vida média das próprias organizações onde irão trabalhar (a esperança de vida de uma empresa de sucesso é de cerca de trinta anos). Terão de trabalhar, ainda que em tempo parcial, até os 75 ou mais anos. Ou seja, a vida média de trabalho será de uns 50 anos ou mais. Sendo assim, cada um terá de estar preparado para mais do que um emprego, mas para ser o gestor de si mesmo."
"O autogerenciamento é uma revolução em assuntos humanos, pois requer que cada trabalhador do conhecimento pense e se comporte como um executivo principal. Também implica uma mudança radical nos pensamentos e ações de todos os trabalhadores do conhecimento, até mesmo os mais jovens."
“Um empreendedor que não aprende a gerenciar não durará muito, assim como uma gerência que não aprende a inovar”.
"Como a sociedade do conhecimento tem de ser uma sociedade de organizações, o seu ponto central será a gestão. A essência do papel do gestor é tornar o conhecimento produtivo. Terá, assim, uma função social, mais do que uma função executiva."
"As pessoas serão donas do principal recurso da nova sociedade, o conhecimento. Qualquer empresa que queira crescer ou melhorar terá de fazê-lo por intermédio das pessoas."
“Em uma força de trabalho tradicional, o trabalhador serve o sistema; numa força de trabalho de conhecimento, o sistema deve servir o trabalhador”.
Brasil, Portugal e Moçambique vão monitorar desertificação via satélite
Projeto Desertwatch é financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA)
O objetivo do projeto Desertwatch é desenvolver um sistema de informação suportado por imagens de observação da Terra, que permita às autoridades brasileiras, portuguesas e moçambicanas quantificar e monitorar o processo de desertificação, auxiliando-as na produção de dados críticos para reportar no âmbito da United Nations Convention to Combat Desertification (UNCCD).
A ideia é desenvolver um conjunto de cadeias de processamento que permita produzir cartografia atualizada da ocupação das terras nos ambientes áridos, semiáridos e sub-úmidos secos dos países envolvidos e consolidar os Indicadores mais expressivos dos processos de Desertificação. O objetivo final do projeto é obter uma ferramenta informática que possa ser utilizada pelos três países para atualizar todas as informações relativas a esses processos.
Especialistas pedem mais investimento público no tratamento do autismo
Precisamos nos mobilizar junto ao senadores para apoiar essa causa.
Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo e os políticos tem papel de garantir recursos para os tratamentos.
A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, explicou que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar e glúten ou pela intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados. Essas crianças, enfatizou, não estão preparadas para receber tantas toxinas porque seu organismo não consegue eliminá-las. Ela defendeu investimento em pesquisa para detectar os agentes intoxicantes e assim poder fazer prevenção.
Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo, desde que o poder público considere o problema como "causa urgente" e faça os investimentos necessários. Ela disse que o tratamento envolve terapia comportamental, aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.
Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.
- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.